sábado, 13 de fevereiro de 2010

É a vida, é bonita e é bonita!!!!

E assim cantava Gonzaguinha, artista da minha terra...Ele já se foi, mas nós temos que continuar cantando e acreditando...Na vida, que é bonita, é bonita, e é bonita!

"Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida!
É bonita e é bonita!Viver e não ter a vergonha de ser feliz,Cantar, A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
É a vida! É bonita e é bonita!"

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma carta para o Carnaval


"Para o Carnaval

Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.
Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.
Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.
Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.
Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulhoVocê não tem vergonha, não?Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.
Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?
Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro
Essa é a sua idéia de curtir a vida?
Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?
A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.
Como será amanhã? Responda quem puder."

Fernanda Young

Fonte: http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2680/?sh=25&cnl=5

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um sorvete gourmet, uma sorveteira que não funciona, e uma criatura decepcionada!

Já tinha feito sorvete algumas vezes...umas vezes com certo sucesso, outras nem tanto...Os sorvetes que dão certo são aqueles que levam a tal gordura hidrogenada e alguns conservantes. Existem também uma receita que foi bastante difundida na net, que é feito com gelatina. Parece que fica bem gostoso, mas eu nunca me aventurei nele!
Quando a Márcia, do blog A Casinha , colocou essas dicas no blog dela, me deu vontade sim, de experimentar...apesar de não ser fã de sorvetes em geral, esse me chamou a atenção...mas...que decepção a minha quando fui finalmente colocar o sorvete pra bater na sorveteira, ele não gelou, e não virou sorvete...nem mudou a textura...nem nada...ficou lá batendo um século, e nada aconteceu! O jeito foi colocar no congelador e ficar misturando de tempos em tempos...mesmo assim, valeu à pena, ficou uma delícia, um sabor maravilhoso...mas a textura, não era a que eu esperava obter!Peço ajuda aos queridos e queridas amigas dessa blogsfera gigante...será que alguem me dá uma luz? E me diga, o que será que houve com a minha sorveteira?

De toda maneira, aí está a receita do sorvete, que é sensacional, caso vocês queiram testar!

"Sorvete base (receita tirada da apostila de Fabrice Lenud)

-01 litro de leite (preferência integral)
-10 gemas
-210 gramas de açúcar
-65 gramas de leite em pó integral
-85 gramas de creme de leite fresco

Acima são os ingredientes da base de sorvete. Se for de baunilha, acrescente uma fava ( ou gotas de essência).
Em uma tigela, misture as gemas, o açúcar utilizando um batedor de arame (fouet). Quando a mistura de leite atingir a fervura, despeje uma parte sobre as gemas misturando bem _ este processo chama-se temperagem e tem a função de aproximar a temperatura das misturas para que não haja choque térmico.
Acrescente então a mistura das gemas à panela, mantendo o fogo baixo, mexendo com uma colher até atingir a temperatura entre 83 a 85 graus. Ou faça o teste da colher: pegue uma colher de pau, mexa a mistura, levante a colher e passe o dedo na parte de trás…deve formar um “caminho”, sem que o creme escorra.

Retire do fogo, coloque em outra tigela, acrescente o creme de leite, misture bem e leve ao freezer até que resfrie. Quando esfreiar, coloque em pote bem fechado e deixe na geladeira por 24 horas. Este descanso é extremamente importante!"

Essa é a minha sorveteira, eu fiz tudo certinho, coloquei o bowl no freezer por 24hrs pra gelar, verifiquei, a pazinha está rodando, a sorveteira está ligada na voltagem correta...tudo certo, só que não faz o creme virar sorvete neemmmmm....será que alguém me dá uma "luz"????? Agradecemos a sua atenção!!!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O pão de queijo das meninas

Eliana  fez a receita de pão de queijo que viu no blog da Vice e disse que ficaram ótimos!
...Como em casa de mineiro pão de queijo não pode faltar de "jeito ninhum" eu também fiz...gostoso...dimaisdacontamesmosô! Faz ocê também uai!

PÃO DE QUEIJO

-4 copos(americanos)de polvilho doce ou azedo, ou meio a meio(500g) 
-sal a gosto
-2 copos de (americano)de leite (300ml)
-1 copo (americano) de óleo (150 ml)
-2 ovos grandes ou 3 pequenos
-4 copos (americano) de queijo minas meia cura ralado
-óleo para untar

 Modo de Preparo

Colocar o polvilho em uma tigela à parte, aquecer o leite, o sal e o óleo.
Quando ferver escaldar o polvilho com essa mistura, mexer muito bem para desfazer pelotinhas. Deixe esfriar.

Acrescentar os ovos um a um, alternando com o queijo e sovando bem cada adição.
Untar as mãos com óleo, se necessário; fazer bolinhas e assar até dourar

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Arroz com Peras e Capim Limão

O aroma desse arroz é algo...inexplicável! Se você gosta de provar coisas diferentes, faça, é muito, muito bom, quem me deu a receita acertou em cheio! Tem sim, tudo a ver comigo...

Ingredientes
-02 cubos de caldo de galinha
-2 colheres (sopa) de azeite
-1 cebola média picada
-3 xícaras (chá) de arroz
-folhas de capim limão (erva cidreira) a gosto - eu usei 03 folhas compridas, inteiras
-1 colher (sopa) de manteiga
-2 pêras com casca, cortadas em cubos
-2 colheres (sopa) de amêndoas em lascas
 
Modo de Preparo
Ferva cinco xícaras (chá) de água e dissolva os cubinhos de caldo. Mantenha em fogo baixo. Aqueça o azeite, refogue a cebola e frite bem o arroz
Coloque as folhas de cidreira amarradas e junte o Caldo fervente. Tampe parcialmente a panela, abaixe o fogo e cozinhe até a água começar a secar (cerca de 15 minutos). Quando o arroz estiver quase completamente seco retire a cidreira. Aqueça uma frigideira à parte com a manteiga e doure as peras. Junte ao arroz, misture delicadamente, desligue o fogo e espere 5 minutos. Na hora de servir, polvilhe com as amêndoas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cerejeiras em Flor - Um filme poesia

Não chego a ser uma cinéfila inveterada, mas faço questão de ir ao cinema todos os fins de semana...apesar de ter uma predileção por filmes europeus, os de Hollywood também me divertem bastante!

Gostaria então de deixar aqui uma dica, de um dos mais belos e sensíveis filmes que eu tenho visto ultimamente...confesso que saí do cinema com os olhos cheios d'água...vale à pena, mesmo que você não goste da história...os cenários e a fotografia são magníficos!

Abaixo a resenha de Rubens Ewald Filho:

"Cerejeiras em Flor – Kirschbluten – Hanami. França, 08.

Direção de Doris Dorrie. Com Hanelore Elsner, Elmar Wepper

Doris Dorrie é uma diretora alemã de sucesso nos anos 1960 com comédias inteligentes e populares (Elas me querem, Dinheiro Dinheiro Dinheiro, Feliz Aniversario Turco).

Sua única tentativa em fazer uma fita americana foi uma pornochanchada sobre um pênis falante!

Seus filmes nos anos 1990 não foram exportados mas ela surpreende com este belo e poético drama Hanami- Cerejeiras em Flor

Uma história muito delicada sobre um casal alemão perto da velhice, que vive na região da Bavária, onde o marido trabalha com lixo.
Eles têm um filho no Japão e a mulher pensa vagamente em ir visitá-lo.
Mas é mais simples que ele venha até eles, até por que tem outros filhos por perto, em Berlim.
Vão visitá-los, mas tudo é formal, sem grandes lances.
Depois vão para um lugar a beira mar onde acontece o inesperado.
Trudi, a mulher morre dormindo. É quando o marido acorda para a paixão que ela tinha pelo Japão, pelas cerejeiras em flor, pelos dançarinos de Butho
Assim finalmente vai até aquele país para visitá-lo.
Como uma forma de descobrir quem era a mulher e a si próprio.

Não sei se fiz bem em resumir metade da história, mas é a única forma de interessá-los em assistir este filme plácido, de maturidade, que lembra um pouco o japonês Departures/A Partida ao menos pela maneira em que o oriental contempla a morte e a “finitude”