sábado, 20 de março de 2010

Você sabe o que é caviar?

"Sempre achei que caviar era simplesmente o nome dado à ova de peixe, de qualquer espécie. Estava errado. Caviar é o nome dado à ova já madura - ou seja, pronta para ser posta - do esturjão, peixe de couraça óssea presente na maioria dos rios e mares acima do paralelo 30 do hemisfério norte até o século XVIII.Para valerem a fortuna que custam (atualmente uma lata com 150 gramas de ovas do tipo ossetra, o mais caro, pode chegar a custar US$ 1.500), os ovos devem ser negros e levemente salgados. Também devem explodir na boca ao serem rolados na língua, e darem uma sensação untuosa que perdura, e combina muito bem com vodca. Dizem. Porque desse, ainda não provei.
O esturjão, responsável pelo caviar, é um peixe que não mudou quase nada desde o período da última glaciação da terra. O bicho existe como 27 espécies, com hábitos de alimentação, tamanhos e ciclos de vida diferentes. E portanto com ovas diferentes. Mas no fundo, continuaram o mesmo peixe.

O consumo da ova do esturjão era a base de proteínas dos povos simples da estepe da Rússa, e há registros de seu uso, conservado pelo sal, 3 mil anos antes de Cristo. Pouca gente gostava até que rainha Catarina, da Rússia, resolveu no século XVI que era comida de nobres, regulou a pesca e obrigou quem pegasse qualquer peixe a avisar ao Tzar. Para quem não cumprisse, pena de morte.

No século XIX, expulsos pela revolução bolchevique, os nobres russos podres de ricos que chegaram refugiados a Paris comiam caviar. A população local achou chique, e a coisa virou moda no mundo todo. Mas os comunistas também regularam a pesca, até a queda do muro de Berlim.

Aí a exploração aumentou violentamente, e as ovas passaram a ser consumidas em massa na Europa e nos Estados Unidos. O resultado é que o esturjão enfrenta hoje sua maior crise, e está às margens da extinção. Antes disso, os esturjões da Alemanha, EUA, Leste Europeu e Canadá foram praticamente extintos.

Em linhas gerais, essa é a história que a jornalista americana Inga Saffron conta em seu livro-reportagem Caviar - a estranha história e o futuro incerto da mais cobiçada iguaria do mundo. Terminei de ler o livro hoje. Mas ele foi publicado em 1997, e chegou ao Brasil em 1999, traduzido e distribuído pela editora Intrínseca (preço sugerido de R$ 45).

Uma aula de história, jornalismo, meio ambiente e paixão pela iguaria, que pode estar nos seus últimos dias. Quem nunca viu nem comeu, agora, pelo menos, já ouviu falar!"

Texto de Augusto Franco para o Jornal Hoje em Dia

sexta-feira, 19 de março de 2010

Folhado com creme de camarão


Uma invençãozinha pra variar o jantarzinho sem graça de todo dia!

Nada mais que massa folhada com um creminho básico de camarão! Ah, ok, sabe fazer não? Entao vamos lá:

Uma pacote de massa folhada laminada. Corta em quadrados, do tamanho da sua fome... Sobreponha um quadrado de massa sobre o outro (eu coloquei treis), pra ligar um no outro você vai pincelar com clara de ovo. No último quadrado, voce vai pincelar gema pra dar aquela cor dourada.

O creminho é bem fácil:

Separa um quilo de camarão limpo. Doure os bichinhos na manteiga e azeite, claro que você já colocou uma cebola picadinha com alho antes né? Então, agora coloca lá os camarões no seu refogado, dá uma misturada e espera eles tomarem uma cor. Eu gosto de colocar um cubinho de caldo de camarão, mas você vai temperar conforme seu gosto.
Depois de tudo bem refogado, coloca uns 300ml de leite onde você já dissolveu 01 colher de sopa de farinha de trigo.
Mistura isso tudo, e não pare de mexer ate que engrosse.
Vai virar esse creminho aí que você tá vendo...
Coloca um verdinho e serve por cima, ou no meio dos seus folhados!
Gostou?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Risoto de Peras e Gorgonzola

Tá bom, já sei, tenho mania de risoto...mas me diz: tem coisa mais fácil, mas rápida, e mais gostosa? Tem nada! Então faz, é bom demais, uai!

Ingredientes:

2 colheres (sopa) de azeite, 1 cebola pequena picada fininha, 2 xícaras (chá) de arroz arbóreo (250g), sal a gosto, 1/2 xícara (chá) de vinho branco seco, 150g de queijo gorgonzola cortado em pedacinhos, 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado, 2 pêras maduras, cortadas em pedacinhos, 1 colher (sopa) de manteiga, salsa picada a gosto.

Modo de preparo:

Aqueça o azeite numa frigideira grande de fundo largo e bordas altas, e doure nela a cebola. Acrescente o arroz e refogue-o rapidamente, mantendo a chama alta. Tempere com sal e junte o vinho branco, mexendo continuamente até que 2/3 dele tenha se evaporado. Adicione aos poucos 1 litro e meio de caldo ou água e cozinhe por cerca de 25 minutos, mexendo sempre com uma colher de pau para que o risoto fique bem cremoso. Junte então o gorgonzola, o parmesão, as pêras cortadas e cozinhe por mais alguns minutos. Apague a chama, junte a manteiga, a salsa picada e sirva imediatamente.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Turismo gastronômico - Mercados estranhos ao redor do mundo

Conhecer o mundo é também se confrontar com outras culturas, com outros gostos e hábitos diferentes. Por exemplo, comer uma linguiça que, pelo cheiro, parece feita com fezes humanas. Ou se deliciar com ovos de mosca, baratas fritas e até morcegos. Visite alguns dos melhores mercados para aqueles que não tem medo em experimentar comidas esquisitas. 

Mercado Noturno de Donghuamen, Beijing, China 

Os chineses parecem comer de tudo, e não desperdiçar nada. Isto fica evidente neste lugar com pequenas barracas especializadas nos mais incríveis tipos de animais que tiveram o azar de botar suas cabeças para fora de suas tocas. Experimente pele de cobra, kebabs de pombo (no qual o pássaro é servido inteiro, com ossos e patas), baratas, larvas e escorpiões -jogados ainda vivos em óleo fervente. O lugar, barulhentíssimo, é um lugar clássico para os jovens rapazes de Beijing, que levam suas namoradas para provar sua coragem gastronômica. 

Mercado Adis-Abeba, Etiópia

O mercado de Adis-Abeba é o maior mercado a céu aberto da África. À primeira vista parece apenas uma feira de camelôs, com tênis e camisetas falsificados. Procurando melhor, você encontrará lojinhas esquisitas que vendem acessórios da Igreja Ortodoxa da Etiópia, incensos, e roupas chamativas. As barracas de temperos vendem a famosa pimenta etíope chamada "berbere", muito forte e essencial para preparar o delicioso curry Doro Wat, prato nacional.
Outra receita tradicional é a carne crua com uísque. A vaca inteira fica pendurada, você indica ao açougueiro que parte você deseja e ele corta o pedaço desejado para você, e o serve acompanhado de um pote de tempero e uma faca enferrujada (é altamente recomendado levar a sua própria faca). O prato é servido com um generoso copo de uísque. Ok, comer carne crua na Etiópia pode não parecer uma boa ideia, mas é delicioso, e já que você foi até aí, porque não experimentar?

Chatuchak, Bangkok, Thailândia

O Mercado de Chatuchak é o maior da Tailândia, com mais de 15 mil barracas. A grande maioria pertence a pequenos vendedores, que se especializam num só produto. Há muitas variedades de comida tailandesa, como pad e tom yam, com aparência um pouco suspeita, mas ótimo sabor. Para os mais corajosos, insetos, ratos, e morcegos. Já que você vai experimentar baratas, tome cuidado com manchas marrons, que provam que elas estão expostas há varias semanas.

La Merced, Mexico City, México

Aqui você encontra uma grande variedade de comidas selvagens. Uma seção inteira é dedicada aos cactos, e há centenas de tipos de pimenta, algumas delas realmente muito fortes. A parte mais interessante é a de comidas esquisitas. Você a reconhecerá quando ver tortas de entranhas de pato, pequenos camarões brilhantes e muitos sacos de coisas estranhas, de visual não muito atraente mas que os Astecas e Maias adoravam: moscas, formigas, outros insetos e até ovos de moscas que, dizem, não têm muito sabor, mas têm uma textura parecida com a do caviar.

 Rungis, Paris, França

O Mercado de Rungis, a 11 quilômetros do centro de Paris, é onde os cozinheiros mais refinados compram os ingredientes mais requintados do planeta. O mercado, que abre à meia-noite e fecha às 7 da manhã (certo, o horário não é o mais prático para um simples turista), é o maior mercado alimentício do mundo. Ele tem até sua própria estação de trem. O pavilhão da caça é uma das grandes atrações, com seus faisões, lebres, pombos e javalis. A "triperie" é um festival de intestinos, necessários para a preparação de "andouilletes", famosas lingüiças francesas que os franceses adoram, mas que têm um cheiro extremamente desagradável 

Mercado de Peixes Noryangjin, em Seul

E finalmente, Mercado de Peixes Noryangjin, em  Seul, Coréia do Sul , onde eu estive em 2009, e fui conhecer...
Este é o melhor mercado no mundo para gourmets intrépidos. Encontra-se todo tipo de moluscos rastejantes e esquisitos que você nunca imaginou que fossem comestíveis. Após pagar, pode levá-los para o primeiro andar da galeria, aonde o cozinheiro do restaurante os preparará na hora: entregue sua sacola ao garçom, acerte um preço para que os produtos sejam cozinhados e compre arroz e cerveja para acompanhar. E boa sorte!
A reportagem e da Agência Andrés Bruzzone Comunicação para:
o Portal Terra
e fotos de Seul de minha autoria

terça-feira, 16 de março de 2010

Limoncello

Se você ainda não provou...não sabe até onde "você pode não ter ido"...Entendeu? Não? Rsss...Ok, se você não provou Limoncello, é porque não esteve na diviníssima Costa Amalfitana...mas, venha, te convido a provar...e viajar até o Sul deste maravilhoso país chamado Itália!

Segundo a minha querida Wikipédia, que sempre nos salva:
"Limoncello é um licor de limão produzido originalmente no sul da Itália, especialmente na região do golfo de Nápoles, na costa Amalfitana e nas ilhas de Ischia e Capri, havendo também produção na Sicília e na Sardenha. É feito à base de limão, álcool, água e açúcar; deve ser mantido no congelador e, conseqüentemente, bebido bem gelado."

A Belíssima Amalfi

Mas não precisa ir até lá, (embora deva!!!!) pra viver essa experiência...faça o seu próprio licor:

segunda-feira, 15 de março de 2010

Barriga do Imperador...sem barriga, mas com pernil!


Assim que vi essa receita no blog delicioso da Rachel tinha certeza que "ela", a receita, parecia comigo...e com a minha cozinha. Estava certa, hoje pude concluir!
A receita original, como vocês poderão ver, pede barriga de porco, mas seria demais pra mim...não sou muito apreciadora de carnes gordas...
Usei pernil, e digo que não ficou nada a dever...que sabor maravilhoso...,agridoce, como é do meu agrado.
Digo que comi feliz, e agradeço a Rachel, por compartilhar uma receita tão gostosa como essa.
Aqui está  a receita, e digo, que além de ter trocado a carne, e não ter usado o gergelim preto porque eu não tinha, de resto não mudei mais nada...Vale à pena, e como vale!

Ingredientes:
- 1 kg de barriga de porco com + ou - 2/3 de carne e 1/3 de gordura, com a pele (toucinho carnudo, barriga com fralda de costela, panceta... o nome varia) .
- 2 maços de cebolinha verde
- 100 gramas de gengibre picado
- 1 xícara de açúcar cristal
- 1 xícara de shoyu
- 1 xícara de vinho de arroz (ou vinho branco seco)
- 3 xícaras de água
- 1 cabeça de alho
- 8 batatas médias lavadas

Modo de Preparo:
Coloque numa panela grande a cebolinha inteira, fazendo uma cama. Adicione o gengibre e arrume os pedaços da carne cortada em pedaços de aproximadamente 10 cm com a pele virada para cima. Coloque a cabeça de alho no meio e as batatas em volta.
Coloque o açúcar cristal sobre os pedaços de carne, depois o shoyu, o vinho e a água.
Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por 1 hora e meia a duas horas, adicionando água no final do cozimento, se necessário. No meio do cozimento (+ ou - 1 hora) retire as batatas e o alho e reserve.
A carne deve ficar bem macia, com a pele gelatinosa, brilhante e vermelha.
Eu deixei apurar mais o molho, deixando mais caramelado, escuro, ficou uma delícia!
Sirva com as batatas temperadas com azeite, sal e aipo desidratado. Decore com pedaços do gengibre, do alho, um pouco da cebolinha cozida, o molho agridoce que sobra do cozimento, salsinha fresca e gergelim preto.