sábado, 24 de abril de 2010

Salada de Peito de Peru com Abacaxi

Uma saladinha básica pra qualquer ocasião...
E como aqui amanheceu um lindo dia de sol e calor, acho que combina bem!
Não tem nenhum mistério, todo mundo sabe de cor...mas tem um visual legal, e enfeita a sua mesa. Sirva como entrada, acho que seus convidados vão gostar, você não acha?

Vais precisar de que?

Uai...dá uma pensada no tanto de gente que você quer agradar e manda ver...

- Peito de peru, ou de frango ou presunto defumado picado em cubos pequenos
- Abacaxi em conserva picadinho
- Passas brancas ou pretas, ou as duas...
- Nozes picadas
- Maçã verde picada
- Milho verde
- Salsinha
- Creme de leite e maionese light em partes iguais sem excesso, use uma  quantidade só pra ligar
- sal,pimenta e temperos da sua escolha

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Posso Errar?

Recebo muitos textos por e mail, como a maioria de vocês, acredito eu...

Alguns não tem nenhuma importância, já que não passam de bobagens, mas outros nos fazem pensar...

Eu particularmente gosto de textos que descrevem o dia-a-dia, especialmente das mulheres.

Acho que talvez ja conheçam, mas não custa nada reler!

Posso Errar?
Leila Ferreira
 
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.
Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.
Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa?    
Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando?
Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz— com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando ovestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, nahora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de queestá tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mastalvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigomesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia, fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dosproblemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom.
Mas, às vezes merecemos, aposentar régua e compasso.

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro
Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Muffins de Laranja com Cranberry


Eu sei que vocês já estão cansados de tanto ver muffins por aqui...mas eles são minha paixão...pra mim um café preto e um muffim fazem parte do meu kit de sobrevivência de todas as manhãs...

Vamos então à receita, onde eu usei as cramberries secas que foram rehidratadas por 20 min em água quente antes de entrarem na massa.

Ingredientes:
-3 xícaras de farinha de trigo
-1 1 / 2 colheres de sopa de fermento em pó
-1 / 4 colher de chá de noz-moscada, moída
-1 / 2 colher de chá de canela    
-1 / 2 colher de chá de sal
-1/2  xícara de  manteiga ou margarina derretida
-1 / 2 xícara de leite
-1 / 2 xícara de suco de laranja
-2 ovos grandes
-2 colheres de chá de essência de laranja
-1 colher de chá de raspas de laranja
-1 xícara de açúcar
-3 xícaras de cranberries frescas, secas ou congeladas
-1 xícara de nozes, pecan ou amêndoas, facultativo
-para polvilhar açúcar cristal e açúcar de confeiteiro

Pré-aqueça o forno a 180C e reserve
Peneire juntos a farinha de trigo, o fermento, a canela, noz-moscada e sal em uma tigela grande. Reserve
Em uma panela pequena, derreta a manteiga e deixe esfriar um pouco.
Misture o leite, suco de laranja, os ovos, a essência  e as raspas de laranja em uma tigela grande.
Adicione o açúcar à mistura de leite e bata. Adicione a manteiga derretida e misture novamente
Misture os ingredientes secos com os  ingredientes molhados com uma espátula de plástico ou colher de pau, e misture apenas ate que estejam agregados. Não e preciso bater como um bolo
Cuidadosamente acrescente as  nozes, pecans ou amêndoas, e as cranberries na massa.
Coloque a massa nas forminhas preparadas, polvilhe um pouco de açúcar grossa em cada bolinho e leve a assar por cerca de 25-30 minutos ou até que estejam dourados.
Retire do forno, espere uns 10 min e polvilhe com açúcar de confeiteiro.
A receita rende 15 muffins



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Festival Comida de Buteco em Belo Horizonte - Se fosse você viria correndo pra cá!

Teve início o Festival Comida di Buteco em Belo Horizonte. São 41 tira-gostos à base de jiló, concorrendo ao melhor na votação que reúne um júri especializado e, claro, os botequeiros que são uma verdadeira torcida organizada.

Em ano de Copa do Mundo, o jiló entra em campo com promessa de conquistar a nação verde-amarela e, convenhamos, gringa também. Criatividade, apresentação e principalmente sabor são decisivos na escalação e combinação de ingredientes do petisco concorrente.

“A escolha desse fruto é bastante feliz se contextualizarmos com o que vem acontecendo na gastronomia contemporânea: são trabalhados paralelamente modelos clássicos e novas técnicas, enaltecendo os produtos de raiz. O jiló é uma espécie "nativa domesticada" assim como o cará, a goiaba, a jabuticaba, entre outros. Com isso, como acontece com a culinária moderna, criamos novas receitas com um produto que faz parte do nosso ‘terroir’. É a ‘moderna culinária de buteco’, explica Eduardo Maya, idealizador do concurso.
Comida de passarinho? Difícil de engolir? Nada disso. De acordo com o gastrônomo o jiló rende milhares de receitas. “Dá para viajar até a Ásia”, brinca Eduardo que só não convidou iguarias como a serralha em função da incerteza do fornecimento do insumo para os milhares de tira-gostos servidos nos botecos durante e após o período do Comida de Buteco.

O público já espera pela novidade, por um ingrediente interessante e o jiló tem uma boa aceitação não apenas em Belo Horizonte como no Rio de Janeiro e Salvador. Suas possibilidades de utilização são surpreendentes. Ninguém deve ter medo do amargor dele”, conclui.

Dêem uma olhada nos pratos, e vejam se não vale à pena vir até aqui pra conhecer...
  Bar do Zezé
"Chã Jiló e Dona Moranga"
Chã de fora com jiló fatiado, acompanha purê de moranga.
Bar da Cida
"Embatatei no rabo"
Rabada com batatas. Acompanha jiló e pão.
Barção Moreira
"Costelão de Adão ao Molho da Eva"
Costelão acompanhado de molho da casa, polenta, jiló e farofa.
Bar 222
"Jiló, se não gosta, me dá o seu!"
Carne de panela ao molho de frutas vermelhas.
Acompanha pães e jiló empanado.
Estúdio da Carne
"Jilogrete da Vovó pra curar torresmo bêbado"
Torresmo de barriga sem pele na brasa com molho de cachaça. Acompanha tirinhas de jiló, pimentões, azeitona, cebola roxa (à base de frutas cítricas, mel e especiarias); Cebolas e batatas assadas na brasa (regadas com manteiga de garrafa).
Se você se animou, e ficou curioso pra ver os outros tira gostos participantes, acesse http://www.comidadibuteco.com.br ou então vem pra BH aproveitar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Gazpacho, tradicional da Andaluzia!


Pra apagar o mal estar do post anterior, mas continuando pela Espanha...falemos de comida!
Eu particularmente adoro! Nos dias quentes é um alívio! Uma combinação leve e saudável de ingredientes frescos que resulta numa sopa magnificamente saborosa! 
Se você não conhece, veja só:

"O gazpacho tem raízes antigas. Há uma série de teorias sobre sua origem, incluindo o árabe como uma sopa de pão, azeite, água e alho que chegou a Espanha com os mouros, ou através dos romanos, com a adição de vinagre.Uma vez na Espanha, tornou-se uma parte da cozinha andaluza, nomeadamente Sevilha, com pão amanhecido, alho, azeite, sal e vinagre. O tomate foi adicionado à receita depois de ter sido trazido para a Europa após a troca colombiana que começou em 1492. O prato ficou popular com as mãos do campo como uma forma para se refrescar durante o verão e usar ingredientes disponíveis, tais como legumes frescos e pão velho.
Na Andaluzia, as receitas mais típicas incluem pão dormido, tomate, pepino, pimentão, alho, azeite, vinagre de Jerez e sal. Alguns podem também incluir cebola."

A receita que eu segui é bem simples e descomplicada, veio do blog da Dadivosa e pra mim ficou perfeita! Devo dizer que acrescentei uma rodela grossa de pimentão vermelho e meia pimenta dedo de moça(desculpa, não resisti!)

Separe: 
-5 tomates médios bem maduros picados
-1 rodela fina de cebola

-1/2 dente de alho, sem o miolo

-2 fatias de pão dormido sem casca

-1 rodela grossa de pepino sem casca (acho que da espessura de uns 3 dedos)

-2 colheres de sopa de vinagre de jerez

-6 colheres de sopa do azeite de oliva melhor possível

-água mineral gelada

-sal a gosto

Como fazer:
Amoleça o pão em um pouco d’água, escorra e coloque dentro do liquidificador, para onde também vão os tomates, o pepino, o vinagre, a cebola, o alho, o azeite e uns 100 ml de água. Bata bem até homogeneizar.
Coe a mistura e acerte o sal. Aqui você pode juntar mais água, se quiser um gazpacho mais para ralo.
Deixe gelar bem. Sirva em copo, cumbuca ou prato fundo, com mais um fio de azeite e os adornos que preferir: cebola picadinha, pepino em cubos, ervas frescas, mini-torradas, pimenta…
No meu caso, polvilhei pimenta do reino e salsinha

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Touradas - Blogagem Coletiva - O Vermelho

  

 

Pensando em vermelho, não pude deixar de me lembrar das touradas...da capa com que o teoureiro instiga o animal...até sua morte. Assisti a uma tourada uma única vez na minha vida, e não pretendo repetir...mas digo que foi uma esperiência válida, uma experiência de viagem, que valeu a pena, pelo seu propósito...mas jamais conseguiria fazer disso um espetáculo, ou um jogo, como se estivesse contemplando uma partida do meu time de futebol preferido! 

 

Eu sei que hoje em dia muita gente é contra as touradas, mas não podemos esquecer que elas são parte do patrimonio cultural de um país...nesse caso, a Espanha. 

 

Nas arenas lotadas, há muito mais que violência e crueldade. A disputa entre touro e toureiro tem tradições milenares que se confundem com as próprias raízes da Espanha. 

 

Gostaria de compartilhar com meus leitores um pouco a respeito dessa arte milenar...

 

"O escritor americano Ernest Hemingway dedicou a elas vários de seus livros. Os pintores espanhóis Pablo Picasso e Francisco de Goya pintaram uma série de quadros sobre o tema. O compositor francês Georges Bizet compôs sua famosa ópera Carmen inspirado no assunto. Não é à toa que o Dicionário da Real Academia Espanhola defina as touradas como uma arte. 

 

Apesar dos protestos dos grupos que defendem os animais, as touradas sobrevivem como uma das mais controversas manifestações populares do mundo. Presentes em diversos países, na Espanha elas ganharam um destaque incomparável. Lá, estima-se que cerca de 6 mil touros sejam mortos em cada temporada, que dura de março a outubro. Os espetáculos empregam cerca de 200 mil pessoas, ou 1% de toda a mão-de-obra do país. O toureiro Julián López, “El Juli”, uma espécie de Ronaldinho Gaúcho das touradas, não entra na arena por menos de 150 mil euros – mais de 400 mil reais. 

 

Segundo José Ortega y Gasset, um dos principais filósofos espanhóis, morto em 1955, não dá para entender a história da Espanha sem as corridas de touros. “Essa festa tem feito os espanhóis felizes há muito tempo, embebido suas conversas e sua vida”, escreveu ele no livro La Caza y los Toros. Reconhecendo essa importância, a União Européia protege as touradas como parte da “cultura nacional” espanhola. Mas, afinal, de onde veio essa tradição? 

 

Durante séculos, todos pareciam ter certeza quanto às origens das touradas, que teriam sido levadas à Espanha pelos muçulmanos no século 8. Mas pesquisas com textos medievais comprovaram que os próprios árabes só tiveram contato com os jogos taurinos ao chegarem à península Ibérica. “Apesar de esses estudos terem desmentido a origem árabe da festa, a associação entre as touradas e a cultura moura está presente até hoje na decoração das arenas”, diz o escritor espanhol Antonio Santainés, especialista em touradas. 

 

Hoje pesquisadores acreditam que as touradas espanholas receberam influências de diversas tradições e culturas. Sabe-se, por exemplo, que jogos envolvendo touros existem desde o século 16 a.C. – como revela a cena de um afresco encontrado na ilha de Creta que mostra jovens agarrando os chifres desses animais. Na região da Espanha, os primeiros a lutar com touros teriam sido povos da época do Império Romano. Por volta do século 3 a.C., os celtiberos do norte da península Ibérica já sabiam que os touros que habitavam as florestas locais eram muito agressivos. Eles enfrentavam os animais, mas também utilizavam-nos na guerra, soltando-os enfurecidos em direção aos exércitos inimigos.

 

Ao sul de onde viviam os celtiberos, a caça de touros acabou se transformando num verdadeiro jogo. Relatos romanos do fim da era pré-cristã descrevem rituais em que guerreiros enfrentavam touros selvagens na cidade ibérica de Baética. A forma como isso ocorria tem a cara das touradas modernas: os toureiros primitivos da região se esquivavam do bicho usando uma pele para distraí-lo e, ao final, matavam-no com uma lança ou um machado. 

 

Após o fim do Império Romano do Ocidente, no século 5, os visigodos ocuparam a península Ibérica. E, no que diz respeito aos jogos com touros, fizeram jus ao apelido de “bárbaros”. Em vez de se contentar em golpear o bicho com objetos cortantes, eles se jogavam sobre o touro, que normalmente já estava ferido, para imobilizá-lo e sufocá-lo com as próprias mãos (essas lutas corpo a corpo ainda existem fora da Espanha, nas touradas portuguesas). 

 

OS MESTRES FICAM A PÉ 

 

Ainda no século 18, as touradas começaram a ganhar as feições que têm até hoje. A cavalo, os coadjuvantes picadores enfraqueciam o touro com suas lanças, antes da participação decisiva dos matadores, a pé com suas capas e espadas. Eram homens simples, que se enobreciam na arena. Joaquín Rodríguez, o Costillares, nascido em 1729, trabalhava num matadouro e foi pioneiro no modo de manusear a capa – e nas roupas bordadas e enfeitadas. Já o carpinteiro Pedro Romero, principal rival de Costillares, popularizou o estoque, o tipo de espada usado hoje para matar o touro. Naquela época nasceu também o hábito de tourear por dinheiro. 

 

O florescimento das touradas foi interrompido no início do século 19. Em 1805, Carlos IV resolveu proibir todos os festejos com touros. A proibição durou até 1808, mas coincidiu com a invasão da Espanha pelas tropas francesas de Napoleão. Os espanhóis só conseguiram voltar a ser independentes em 1814, mas as touradas demoraram a se reerguer (uma das razões foi a falta de cuidado, durante a guerra, com a criação e o treinamento dos touros). 

 

As touradas voltaram com força total no início do século 20. As disputas entre os matadores José Gomez Ortega e Juan Belmonte, a partir de 1912, marcaram a chamada “Idade de Ouro” das touradas. O período acabou em 1920, com a morte de Ortega, ferido por um touro na arena. Os anos seguintes costumam ser chamados de “Idade de Prata”, interrompida pela Guerra Civil espanhola, travada entre 1936 e 1939. 

 

Com o fim do conflito, surgiu aquele que, para muitos, foi o maior toureiro de todos os tempos: Manuel Rodríguez, o Manolete. Hábil e destemido, acabou morto por um touro em 1947. Sua vida deve chegar aos cinemas em 2007, numa produção anglo-hispânica estrelada por Adrien Brody (ganhador do Oscar por O Pianista). É garantia de polêmica entre os amantes e os críticos das touradas – que ainda devem continuar brigando durante muito tempo, assim como os homens e os touros.

 Plaza de Toros de Madrid - Renata Boechat - 2008 

As touradas também têm seu Maracanã. É a arena de touros de Las Ventas, na capital espanhola, Madri, que comporta quase 25 mil pessoas e foi construída há exatos 75 anos. Atualmente, há mais de 600 locais como esse na Espanha. No passado, entretanto, as touradas aconteciam em locais públicos – herança da época do domínio muçulmano. Quando os cristãos adotaram essas festas, há cerca de mil anos, passaram a fazê-las em praças retangulares, delimitadas por grandes paredes de conventos e santuários. Para delimitar o espaço em que touro e cavaleiro se enfrentavam, eram usados tapumes de madeira. Fanáticos por touradas, alguns nobres mandavam projetar praças já pensando em usá-las para as corridas de touros – não é por acaso que, na Espanha, toda cidade que se preze tem uma “praça Maior”. Em 1561, depois de um incêndio que atingiu Valladolid, o rei Felipe II ordenou a construção da praça Maior da cidade. Ao redor de um grande espaço retangular aberto, foram erguidos edifícios com balcões, de onde os nobres podiam assistir às façanhas de seus pares contra os touros – o povo tinha que se arriscar, ficando no nível do chão e em arquibancadas improvisadas. O modelo de Valladolid foi copiado por diversas cidades, incluindo Madri, cuja praça Maior foi construída em 1617, no reinado de Felipe III. O problema do formato retangular, entretanto, era que as festas acabavam ficando monótonas: normalmente, em vez de enfrentar os cavaleiros, os touros buscavam refúgio nos cantos da praça retangular. Isso deu origem ao formato circular usado nas arenas fechadas, que surgiram no fim do século 18 e depois se espalharam pelo país."