sexta-feira, 9 de julho de 2010

Torta de Ameixas Pretas...ou de Damasco

Essa torta é maravilhosa, você pode usar damascos ou ameixas secas...de um jeito ou de outro fica ótima!

É presença constante na mesa de café da minha casa...recomendo que você faça, vai adorar!

Receita da Tânia Monteiro, que você pode encontrar no  Minhas Tuas Nossas Receitas

Ingredientes:

3 ovos
1 xícara de açúcar refinado
2 colheres (sopa) de margarina
1 xícara (chá) de leite
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
350 gramas de ameixas pretas sem caroços ou damascos
1 lata de leite condensado
1 pacote de 50 gr de coco ralado
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Preparo:
Bata as claras em neve, adicione as gemas , o açúcar , a margarina, o leite, a farinha e bata novamente. Coloque o fermento e misture bem.Despeje a massa em uma forma redonda untada e polvilhada com farinha.Por cima da massa distribua as ameixas, cubra com o leite condensado e o coco ralado. Leve para assar em forno pré-aquecido.
Assim que retirar do forno polvilhe com açúcar de confeiteiro.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

E você, é Virgem de quê?

Lendo este texto de Martha Medeiros, eu descobri que ainda sou virgem de muita coisa...sou virgem dos lugares que ainda não visitei, sou virgem dos pratos que ainda não provei, sou virgem das pessoas que eu ainda não conheci, sou virgem das situações que ainda não vivi...e você, é virgem de quê?

Os Virgens
Martha Medeiros

"Sou virgem e meu signo é Leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você.
Quando falamos em virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens! Que grande ilusão de maturidade.
Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de ver Paris. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.
Por mais que já tenhamos amado e odiado, por mais que tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, não há experiência amorosa que se repita, pois são variadas as nossas paixões e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.
As dores, também elas, nos pegam despreparadas. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo o que ainda não foi vivido.
Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?
Eu ainda sou virgem da neve, que já vi estática em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canadá, da Turquia, da Polinésia. Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LSD, primeira classe, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Lenny Kravitz, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita. Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa nossa inocência frente ao desconhecido, pois é uma aventura tão excitante quanto o sexo e não tem idade pra acontecer."

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Conchigliones de figo ao molho de quatro queijos


Não é novidade pra ninguém que eu sou fã de frutas na minha comida...sabores agridoces são minha marca registrada...então...é claro que eu não poderia jamais ficar sem experimentar esses conchigliones da minha querida Rose. Fiz pra um almoço em família, por que rende bastente...e foi um sucesso absoluto! 
Obrigada Rose pela maravilha de receita!
A receita é essa, recomendo mil vezes!

Ingredientes:

- 01 pacote de conchiglione cozido al dente em água e sal
- 1 lata de figo em calda escorridos e picados
- 1 xícara (chá) nozes picadas
- 500g de ricota fresca amassada com um garfo

Molho de Queijos:
 

- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1/2 cebola picadinha
- 1 litro de leite
- 1 lata de creme de leite
- 100g queijo parmesão ralado
- 50g de queijo provolone ralado
- 50g de queijo gorgonzola esmigalhado
- 100g de queijo prato ou mussarela
Modo de Fazer: 

Misture bem todos os ingredientes do recheio. Recheie os conchigiones. Reserve. 

Faça o molho : derreta a margarina em uma panela, refogue ai a cebola e em seguida acrescente a farinha mexendo bem. Adicione o leite aos poucos misturando até formar um cremizinho. Agora junte os outros ingredientes, terminando com a noz moscada prove o sal (no meu caso nem foi preciso adicionar mais por conta dos queijos salgados)
Coloque um pouco de molho no fundo de um pirex acomode os conchigliones recheados cubra com mais molho e leve ao forno.

domingo, 4 de julho de 2010

Dica de Filme - Flor de Deserto


A Glorinha do Café com Bolo postou sobre esse assunto outro dia, e deu a dica do livro...preferi ver o filme, e recomendo à todos que vejam, não importa se são mulheres, pra que possam conhecer o outro lado da vida de muitas de nós, ou se são homens, pra que possam valorizar o sexo feminino e reconhecer o verdadeiro da valor que tem uma mulher.

Veja este comentário de  Jader Santana no site http://cinemacomrapadura.com.br, e assista sim, tenho certeza que você, assim como eu, vai se emocionar!

"Flor do deserto”, relato cru e impactante da vida da ex-modelo somali Waris Dirie, é um filme que, mesmo abrindo mão de uma qualidade técnica superior, consegue emocionar o público como poucas produções vistas atualmente. A história da garota filha de pais nômades, circuncidada aos 3 anos, que fugiu de casa aos 13, após ser vendida para casamento com um comerciante sexagenário, é forte o suficiente para tornar meramente acessória qualquer outra exigência prática.
Aqui, a linearidade narrativa (cujo roteiro foi inspirado na autobiografia homônima de Waris) e o trabalho arrasador da atriz Liya Kebede, são pontos-chave e principais argumentos para uma sugestão: assista-o. Se optar por fazê-lo, prepare-se para duas horas de representação chocante de uma realidade que não parece tão ferina até ser vista ao vivo ou, ao menos, em uma tela de cinema.
A autobiografia de Waris (equivalente em somali para ‘flor do deserto’) tornou-se, ainda em seu ano de lançamento, 1998, best-seller mundial. Desde então, com sua luta massiva e ininterrupta pela proibição da circuncisão no mundo, a ex-nômade foi nomeada Embaixadora Itinerante da ONU contra a Mutilação Feminina, figura central de um documentário da BBC sobre o tema e, agora, personagem principal de um longa-metragem.
Não é difícil entender porque a história de Waris desperta tanto fascínio em quem tem a oportunidade de ler seus livros ou assistir ao filme baseado em sua história. Tais materiais traçam um relato exato da conturbada fuga de uma garota que, de tão magra, nem parecia ter forças para se sustentar, e mesmo assim se lançou na travessia de um deserto da região até a capital Mogadíscio, de onde segue de avião até Londres.
O mote dos livros, do filme e do engajado discurso de Waris não é, porém, sua trajetória pessoal. Todos os aparentes produtos da história de vida da somali são apenas o pano de fundo de um esforço – dela, em seus livros e depoimentos, e da direção, no filme – para que a realidade de garotas circuncidadas, em um país cuja independência política só foi conseguida no início dos anos 60, e que ainda carrega índices de desenvolvimento social entre os mais baixos do mundo (expectativa de vida: 48,2 anos; mortalidade infantil: 116,3/mil nascimentos), seja conhecida.
Como a própria personagem faz questão de destacar em um dos melhores diálogos do longa, a exploração da imagem de uma ex-nômade transformada em famosa modelo cansou. O que importa, para ela, é a divulgação de um traço cultural que continua causando irreversíveis danos físicos e psicológicos às mulheres somalis.
Escolhida para dar vida à Waris, a atriz e também modelo Liya Kebede consegue conferir um realismo impressionante à personagem. Sua origem etíope e sua ascensão ao posto de uma das modelos mais bem pagas do mundo, tendo estrelado campanhas da Yves Saint-Laurent, Victoria’s Secret, Dolce & Gabanna, Louis Vuitton, Carolina Herrera, entre outras, podem ter garantido uma identificação quase instantânea entre atriz e personagem. O resultado é assustador. Além disso, e ainda deixando de lado a semelhança física entre as duas mulheres, a atuação de Kebede impressiona justamente por ser dotada daquilo que poucas atrizes conseguem dispor com verdadeira eficácia: uma notável carga dramática em uma atuação sem grandes rasgos e picos emocionais.
Não parece justo citar os defeitos técnicos de um filme cujo apelo social grita mais alto que qualquer outro fator, mas deixá-los de lado seria igualmente irresponsável. Se “Flor do Deserto” acertou no principal, alguns desvios e derrapadas também estão presentes. Determinados recursos de edição são exagerados, assim como algumas sequências do roteiro, o que se torna desnecessário devido ao apurado senso dramático da narrativa. Ao mesmo tempo, a originalidade de alguns ângulos, de alguns planos do deserto africano e de enquadramentos curiosos, também são marcas do filme. Preste atenção na sequência de imagens que precede a aparição dos créditos finais.
Sob todos os aspectos, positivos e negativos, o saldo final de “Flor do Deserto” é interessante. Não é um filme indicado para quem prefere analisar o conjunto da técnica. Também não é um filme sobre uma ex-nômade que conseguiu vencer na vida e tornou-se uma modelo bem sucedida. Aqui, antes de tudo, os costumes de um povo são colocados em confronto direto com os danos que podem causar. E se a circuncisão pode ser considerada como mais um traço da crueldade humana, Waris Dirie é a prova de que perder as esperanças na humanidade não é a melhor saída.
Deixando de lado as falhas técnicas e desde que se leve em conta somente o alcance de seu aparente objetivo principal, “Flor do Deserto” merece 10 estrelas.