Aqui em Minas Gerais esses bolinhos de queijo típicos da nossa gastronomia são conhecidos como "casulos"
Feitos com o delicioso queijo de Minas curado, patrimônio da nossa terra, são ideais pra acompanhar uma cerveja gelada, ou para um lanche descontraído...
Nós os mineiros adoramos, e tenho certeza que você também vai gostar, me fala se não!!!!
Ingredientes:
500gr de queijo Minas curado
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 gemas
1 clara
300gr de queijo mussarela
Modo de fazer:
Em uma vasilha coloque o queijo meia cura ralado, a farinha, a clara levemente batida e as gemas, misture com as mãos
Em seguida abra pequenas porções da massa na palma da mão e recheie com a mussarela em cubinhos, enrole uma bolinha e frite em óleo não muito quente.
E pra você, que é curioso como eu, saiba um pouco mais sobre o nosso Queijo de Minas:
"Jean-Baptiste Debret chegou ao Brasil em 1816, para ser o pintor da família real e foi um dos primeiros viajantes a notar que o país possuía um produto diferente, consumido ao final das refeições, o queijo de minas.
Sua história remonta à chegada dos portugueses a Minas Gerais, no século XVIII, depois da descoberta do ouro. Como os homens precisavam de um alimento que durasse todo o dia, uma antiga técnica portuguesa de queijo coalhado, feito de leite fresco, foi adaptada às condições locai
Outro viajante, Auguste de Saint-Hilaire, que provou a iguaria no começo do século XIX, deu a receita: “Tão logo o leite é tirado coloca-se nele o coalho, o que o faz talhar-se instantaneamente. O coalho mais usado é o de capivara, por ser mais facilmente encontrado. As fôrmas são de madeira e de feitio circular, tendo o espaço livre interno mais ou menos o tamanho de um pires. (...) O leite talhado é colocado dentro delas em pequenos pedaços, até enchê- las. Em seguida a massa é espremida com a mão, e o leite cai dentro de uma gamela colocada em baixo. À medida que a massa é talhada vai sendo comprimida na fôrma, nova porção é acrescentada, continuando-se a espremê-la até que a fôrma fique cheia de uma massa totalmente compacta. Cobre-se de sal a parte superior do queijo, e assim ele é deixado até a noite, quando então é virado ao contrário, pulverizando-se também de sal a parte agora exposta”.
Há mais de 200 anos a maneira de fazer o queijo mudou muito pouco, já não se usa o coalho de capivara. Assim como os vinhos, o queijo-de-minas tornou-se um produto com Denominação de Origem Controlada, e no ano passado foi reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)."