sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Para você,

Meu estimado leitor, minha querida leitora, amigos do EternosPrazeres...

Os votos de um "sempre e eterno" Feliz Natal!

"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio.
O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento. 
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo.
Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre."

Organiza o Natal
Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Bretonischer Apfelkuchen...ou um bolo de maçãs como você nunca viu igual!

Sou a maior fã que existe de um bolo de maçãs...e como tal preparei este bolo para oferecer como presentinho de Natal para uma pessoa muito especial...Tenho certeza que ela vai gostar, porque este é sem dúvida, um dos melhores bolos de maçã que eu já comi na vida...
Eu sei, você já me "viu" dizer isso por aqui, mas preste bem atenção: Eu disse "um dos..."...mas hoje este é o melhor bolo de maçãs, não tem mais pra ninguém!!!! Afinal, não são dos alemães as melhores receitas de bolo de maçã do mundo? 
Fica melhor se preparado numa forma de abrir de 26 cm

Para a massa:

180 g de manteiga
4 ovos
180 g de açúcar
2 colheres de sopa Calvados (ou rum)
180 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
- manteiga para untar a forma


Para a cobertura:
- 4 maçãs (750 g)
- 40 g de manteiga
- 40 g de açúcar
- 40 g de amêndoas fatiadas
1 ovo


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 175 ° C
Derreta a manteiga e deixe esfriar
Bata os ovos com o açúcar até ficar cremoso, junte  a manteiga derretida e
fria, Calvados, a farinha peneirada com o fermento e misture delicadamente 
Despeje metade da massa na forma untada e enfarinhada
Descasque as maçãs e corte em fatias
Espalhe um terço delas sobre a massa reservada
Adicione o restante da massa do bolo e distribua o restante das maçãs por cima.
Para a cobertura, derreta a manteiga e misture o açúcar, deixe esfriar um
pouco e misture o ovo levemente batido.Verta essa mistura por cima do bolo e
polvilhe com as amêndoas laminadas
Asse até que esteja dourado, mas se porventura, no meio do cozimento a
parte de cima começar a escurecer e o interior ainda estiver cru, cubra a forma
com papel de alumínio até terminar o processo
Deixe esfriar um pouco, solte o bolo da forma e coloque sobre uma gradinha.

Presenteie quem você gosta, ou contente à sua gula,
Feliz Natal!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arroz de amêndoas com creme de damascos


Eu sei, eu sei...O Natal já está aí, batendo na sua porta...e eu aqui ainda sugerindo coisas pra você fazer na sua ceia, seu almoço de Natal...mas ainda dá tempo...afinal, um arrozinho gostoso desses não poderia ficar esquecido não é?
Então aproveita, e prepara essa receita original e diferente e surpreenda seus convidados!
Para o arroz:
-02 xícaras de chá de arroz 
-50 g de manteiga
-sal a gosto 
-1 cebola pequena ralada 
-6 xícaras de chá de água 
-100 g de amêndoas sem pele cortadas em tirinhas e torradas em 1 colher de sopa de manteiga 
-1 colher de sobremesa de páprica 


Para o creme de damascos
-100 g de damasco seco 
-2 xícaras de chá de água 
-1 colher de sopa de karo (glucose de milho)


Preparo:
1.Derreta a manteiga e junte a cebola.
2.Acrescente o arroz e as amêndoas ligeiramente torradas em uma colher de sopa de manteiga.
3.Junte a páprica, o sal e a água fervente aos poucos até que esteja cozido e soltinho


Creme de Damasco
Bata no liquidificador o damasco com a água e o karo.
Leve ao fogo e deixe ferver até virar um creme.


Enforme o arroz em uma assadeira de anel untada com manteiga.
Depois de frio desenforme e sirva com o creme por cima ou à parte.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Chutney de Maracujá, pimenta e gengibre

Tivemos uma reunião entre amigos para encerramento do ano e  comemoração do Natal por esses dias, onde cada um deveria levar um "prato". De comum acordo, ficou resolvido que pães, patês, coxinhas e demais itens da padaria da esquina estavam proibidos (Thanks God!!!)
Como um dos colegas sempre se encarrega do leitão, foi então que alguém se lembrou do Chutney que ficou famoso nos anos passados. 
Mas...não sei se vocês já perceberam, eu não gosto muito de repetir receitas...
Vocês querem Chutney? Ok, terão Chutney, mas vamos todos juntos experimentar uma outra receita...Chutney de Maracujá! Se der certo, ótimo, estaremos felizes, se não, voltamos com o velho e já tão querido Chutney de Manga!
A coisa deu certo, fez o maior sucesso, e tem gente ligando, pedindo a receita pra fazer na Ceia de Natal!
Chutney de Maracujá

Receita daqui

Ingredientes:
6 maracujás médios com a casca bem lisa
1 kg de açúcar refinado
1 cebola grande bem picada
6 dentes de alho fatiados
1 raiz de gengibre descascada e picada bem miúdo
6 pimentas dedo de moça fatiadas (usei 3 com sementes e 3 sem sementes, mas fica a seu gosto, sabendo-se que são as sementes que tem o "ardido" da pimenta
1 copo de vinagre

Modo de fazer:
Descascar bem fino ou ralar os maracujás para retirar a casca externa (amarela) e reservar, conservando a casca branca e a polpa
Ferver essa primeira casquinha com um copo de água, coar e reservar a água, descartando a casca
Picar bem miúdo a casca branca
Juntar o vinagre, parte do caldo e sementes dos maracujás, a água reservada, cebola, alho, pimenta, gengibre e açúcar e cozinhar até engrossar e a polpa branca ficar transparente