segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E o Oscar foi para...O Artista, merecidamente!

E quem levou o Oscar foi mesmo O Artista...merecidamente, claro!
O público em geral não entendeu, ou não quis entender...muita gente sem nem saber do que se tratava já foi logo taxando de filme ruim...mudo, em preto e branco? Como assim? Escutei tantas vezes pessoas dizendo que não iriam ao cinema pra assistir a um filme mudo...Jamais!!!!
Que pena! Muita pena eu tenho, não do filme mudo, em preto e branco...mas das pessoas que pensam assim...que já tem um pré-conceito, contra o que não é igual, o que não é conhecido, o que não é pré concebido como sendo "normal"...
A essas pessoas eu só tenho que dizer: Perderam um grande filme!

Trilha sonora do filme

Não sou grande conhecedora da história do cinema, mas me lembro muito da minha avó contando sobre o cinema do meu bisavô, seu pai,  nos anos 20,  o único cinema numa pequena cidade do interior de Minas, onde todos eram "obrigados" a trabalhar e ajudar durante as seções, e cada um, mesmo as crianças, tinham uma função. Ela e o seu irmão mais novo erem encarregados de passar o filme, que naquela época era rodado na manivela, enquanto a sua irmã era responsável pela trilha sonora, já que os filmes apesar de serem mudos contavam com uma música de fundo, geralmente executada ao vivo, e essa era a minha tia avó, ainda criança que executava ao piano.
Tenho certeza que se a minha avó estivesse viva ela iria se sentir cheia de nostalgia, mas imensamente feliz,  ao poder assistir hoje, em pleno século XXI, um filme mudo...em preto e branco!
E pra quem se interessa, um pouco da  história do cinema mudo:

Cinema Mudo

Por Ana Lucia Santana 

Nos primórdios da história do cinema, os filmes não eram seguidos por uma sonoridade condizente com as imagens em desfile nas telas, mas isso não significa que eles eram partidários do silêncio absoluto. Embora fossem remotos os sonhos de sincronizar cenas dos filmes com registros sonoros próprios, os avanços tecnológicos ainda eram incipientes, não permitiam a realização deste anseio.
A carência de tecnologia não impedia que, nos locais de exibição das películas, em teatros, óperas ou feiras, as cenas cinematográficas fossem acompanhadas por compassos tocados ao piano. Estas músicas variavam conforme o espaço no qual os filmes eram transmitidos, pois a escolha sonora dependia do ponto de vista do pianista sobre a obra exibida.
Não se sabe exatamente quem deu origem à trajetória do cinema. Personagens geniais, como Thomas Edison, no fim do século XIX, o francês Meliés e o inglês G. A. Smith, com suas primeiras tentativas, podem ser considerados pioneiros neste empreendimento, mas a história reservou aos irmãos Louis e Auguste Lumieré a honra de ter lançado os alicerces desta indústria do entretenimento.
Os primeiros momentos da evolução do cinema foram conhecidos como ‘período mudo’ entre os pesquisadores deste campo. Como os sons não podiam vir em auxílio do público, a compreensão dos filmes era realizada através da inserção de legendas, com o objetivo de tornar os acontecimentos mais claros para os que assistiam a película. Ao longo de trinta anos o que se conhecia por cinema se resumiu a esta modalidade, que já transmitia à platéia a magia que seria sua marca nos séculos posteriores, mesmo sem apoio sonoro.
Enquanto isso, vários ensaios se sucediam nesta área, na Europa e nos EUA. Apesar da ausência do som, as altas classes eram atraídas para esta esfera cultural, renovações eram introduzidas na produção dos filmes, todo o potencial desta nova arte era explorado, mas a projeção cinematográfica criada pelos Lumiére ainda não era utilizada em todas as suas inúmeras possibilidades. Esta descoberta já permitia ajustar som e imagem sincronicamente, mas os investimentos financeiros elevados que eram exigidos por esta tecnologia desestimularam os primeiros empreendedores cinematográficos. Eles preferiram aplicar seus recursos no trabalho de direção, na operação da câmara e na montagem das cenas
Na América o cinema já revelava sua vocação para a diversão, ao contrário da tendência mais elitista e conceitual da Europa. Os primeiros filmes eram exibidos em feiras, com o objetivo de entreter a platéia. Em 1912 tem fim o monopólio da Motion Picture Association, dando assim início à indústria cinematográfica de Hollywood. Os norte-americanos vêem nascer um autor do gabarito de D. W. Grifitth, e produções como Intolerance ou Birth of a Nation transformarem-se em clássicos do cinema mudo dos EUA. Emergem atores como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Harold Lloyd, o genial trio de comediantes da era dos filmes mudos na América do Norte. Nem mesmo o advento do som apagou da história este período inesquecível da trajetória do Cinema.

Fonte: http://www.infoescola.com/artes/cinema-mudo/


Se você não assistiu, fica a minha dica, não por ter sido o ganhador do Oscar, mas porque eu tenho certeza que vai ser uma maravilhosa experiência!

10 comentários:

  1. Bom dia Renata,
    Embora não tenha visto (por falta de tempo), nutro muita simpatia pelos filmes preto e branco, mudo, da época do Charlot (o inesquecível Charles Chaplin) e outros, torci sempre pelo O Artista.
    Boa semana,
    Vânia

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  2. Assisti muito filme mudo, em preto e branco, nos tempos de criança, lá em NResende no cinema do tio Nande.
    Os do Charles Chaplin, e eu amava ir ao cinema, tenho certeza que vou gostar e muito deste filme.
    Bjs e Boa Semana

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  3. Ah, ralmente, tudo é uma questão de assistir para se apaixonar. Temos, eu e meu marido uns filmes mudos maravilhosos, divertidos, emocionantes, críticos, incríveis! De vez em quando, selecionamos algum para ver ou rever. Delícioso!
    Bjssssssssssss, quérida!

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  4. Oi linda
    Que belo post!
    Esse filme ainda não chegou aqui, quando chegar certamente verei!
    Adoro os filmes do Charlie Chaplin, assisti muitos na minha infância!
    Um grande abraço
    Léia

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  5. Rê, eu ainda não assisti, mas com certeza vou assistir, pois fiquei muito interessada, não foi a toa que levou 5 estatuetas. Eu adoro filmes preto e branco e de época, onde o talento está acima da tecnologia. Um filme que amei e chorei muito preto e branco foi a Lista de Schindler, e os filmes de Charlie Chaplin sempre foram minha paixão. Valeu O Artista ter ganho, França deve estar em festa hoje rsrsr. Bjocas

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  6. Bem, eu achei o filme muito fraco. Não faz muito sentindo reeinventar o avião, ao meu modo de ver. Sem dúvida é uma "gracinha", mas em matéria de filme mudo, preto e branco, recomendo Luzes da Cidade e vários outros de Chaplin, sem contar com Metrópolis. Acho que o premio foi dado à ousadia. Como se academia dissesse: ousem. Se alguém quer ver um bom filme em pb, recomendo todos de Frank Capra!! E Cidadão Kane. Ora, o meia noite em Paris é,s em jogo de palavras, dejavu, rá rá! é o próprio Woody allen citando ele mesmo. Ele anda numa fase muito elitista, é chato. Prefiro Rosa Púrpura do Cairo com aquela mulher que apanhava do marido,trabalhadora, procurando o sonho e não um riquinho roteirista com problema existencial em Paris.. dá um tempo, alôou, woody!! Os Descendentes, cuja história é bárbara,peca pelo protagonista. Convenhamos, qual mulher vai trocar o George Clooney pelo Scooby Doo? :-)) Agora quero ver Hugo , tão forte e tão perto e árvore da vida. Té já!! vou ver e volto!!!:-))

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  7. OLá Rê!!ouvi falar super bem desse filme, estou curiosa para assistir...bjinhos...

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    Respostas
    1. Ah, achei muito merecido o prêmio! É o cinema homenageando o cinema,
      esta arte que tem nos encantado, divertido, levado à reflexão e, eventualmente, até entediado, rsrs.
      Nada a ver a comparação deste filme com os de Caplin ou Capra, ambos geniais,
      como bem sabemos.
      Os Descendentes, que tem recebido a pecha de fraco, também me agradou, por coisinhas que 'pesquei' ao longo da estória. Até tenciono escrever um pequeno
      texto sobre este filme, vamos ver se o tempo permite, rsrs.

      Beijoca e boa noite, darling.

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  8. Pretendo assisti-lo sem dúvida, talvez não pela história em si, mas pelo significado da obra!Tbm achei merecido!!
    Bj e boa semana...

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  9. Re, ainda não vi este filme, assisti o outro filme "A Invenção de Hugo Cabret" e amei, um filme sem violência, antigo, leve, com tons de humor, muita sensibilidade e acredite...ação, não vi o tempo passar, estava tão bom que não queria que acabasse, lindo e recomendado. E realmente, existem filmes que valem pela obra mesmo,
    bjs e ótima semana
    Paula

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