sábado, 11 de maio de 2013

Mãe, se essa é você, ou se essa sou eu, não importa, o que eu quero mesmo é te desejar dias muito felizes!


Procurando alguma coisa pra deixar pras minhas queridas leitores e amigas mães neste fim de semana à nós dedicado, descobri essa crônica da Danuza Leão, com o qual me identifiquei prontamente...fala das diversas fases dessa nossa "labuta" diária, e do que, na verdade é ser mãe nos dias de hoje...
De acordo com o texto, eu já me vi na última fase, mas acredito, e me sinto feliz por acreditar, que eu tenho ainda muito, mas muito tempo de mãe pela frente, pois como eu costumo dizer aqui em casa: "Não adianta achar ruim, afinal eu ainda vou ser sua mãe por muito, muito tempo, afinal, quando você tiver com setenta, e eu com 90, ainda vou continuar te perguntando se você não se esqueceu de levar o seu casaco" 

"Mães

Danuza Leão

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.
Não sejam preguiçosas! 
É mais fácil fazer que ensinar. 
Mas tenham coragem, ensinem. 
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.
Seja rigorosa! 
Eles vão te odiar às vezes. 
Você vai querer esganá-los freqüentemente. 
Faz parte entre as pessoas que se amam. 
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo,
gentil, querido.
Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma
especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. 
Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez já seja muito tarde!".
Não morra de vergonha se seu filho der um vexame a frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público. 
Nunca trate a criança como se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!
Use sempre um bom vocabulário. 
Isso aumenta a capacidade lingüistica das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc.


Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.
O palavrão. 
É dito por todos. 

Até em televisão, escrito nos jornais, etc. 
Pretender que uma criança não repita é puro delírio. 
Vamos moderar. 
Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga. 
Isso vale também para os adultos.
Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. 
O copo de Coca-Cola? 
De volta pra cozinha. 
A revistinha que acabou de ler? 
Para o quarto. 
Os milhares de papeizinhos de Bis? 
Amassar e jogar no cinzeiro.
A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos: 
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições
antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa. 
Não encher demais o prato. 
Há fome no mundo, etc, etc... 
Se encher que coma tudo. 
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco? 
Talvez eu tenho exagerado. 
Sete.
Não misturar carne com peixe. 
Macarrão com farofa, etc. 
Isso é cultura. 
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café. 
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão. 
Só gritar se for por mordida de cobra. 
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia. 
Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. 
E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes! 
Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. 
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime: 
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três. 
Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos. 
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela. 
Jovens pais adoram essas traquinagens. 
Tudo bem. 
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes. 
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.
Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa. 
Dinheiro para o Motel só se você der. 
Então o que fazer? 
Claro, a gente compreende a situação mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?" 
OK, dá. 
Mas e se você tem três filhos? 
Vão ser três gatonas? 
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. 
Eles e eu numa boa. 
Mas só até domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.
Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. 
Portanto, vá anotando, na frente dos filhos: 
Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. 
Perdão! 
Mãe não pronuncia essa palavra. 
Nem sabe o que quer dizer. 
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. 
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam
Nem amigos comuns se deve ter por precaução. 
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se. 
Tenha pouca, pouquíssima personalidade. 
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. 
Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. 
Ria das historias deles e não conte nenhuma sua. 
Mãe não tem passado. 
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. 
É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.
Cruel? 
Não... 
Apenas verdade. 
E mais: 
Isso é que faz o Equilíbrio da Vida."

Pra você, que me faz tão feliz em estar sempre aqui comigo, eu desejo:
Um Feliz Dia das Mães!

13 comentários:

  1. Adorei o texto da Danuza!!! Feiz dia das maes Renata, que o seu domingo seja maravilhoso!!!!!! Beijos carinhosos

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  2. Danuza é ótima, Renata. O texto é muito engraçado e correto na maioria dos conselhos. rs Porque se houvesse modelo, a vida ia ser bem melhor, né?
    Feliz domingo, com muitos beijos e abraços.
    Beijo!

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  3. Oi, Renata!
    Esse texto da Danuza é muito bom! Aliás, os textos dela são muito bons, né não? Muito feliz a sua escolha para a homenagem às mães. Parabéns!
    Querida, que o seu Dia das Mães também seja magnífico!
    Bjssssssssssssssssss, quérida!

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  4. Olá Renata,
    Belíssimo texto, adorei.
    Feliz dia das Mães, abraço,
    Vânia

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  5. A Danuza escreveu leve e solta um texto legal! Renata forte abraço para vc que é mãe! Beijos!

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  6. Menina Rê, só agora pude vir te visitar, espero que tenha tido um lindo dia das mães, adorei esse texto, foi uma bela escolha para esse dia tão lindo em nossa vidas. Beijinhos uma ótima semana

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  7. Olá Renata, vim nos últimos minutos do dia das mães, mas acredito que tenha tido um ótimo dia, ser mãe já é especial, não é!Gosto dos textos da Danusa e me identifiquei com esse, eu sou essa mãe aí e sobre meu filho, nem me surpreendo mais, pois recebo elogios sempre e agradeço pelo que ele é!
    Uma ótima semana p vc!!

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  8. Um Feliz dia das Mães, o importante é nunca deixar morrer o que sem guardado no peito com tanto carinho.
    Bjs

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  9. Rê, te deixo também um beijo muito grande! Fabiola

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  10. Òtimo texto, Renata, ótimo reflexão para nós mães que a cada dia estamos aprendendo como sermos melhores mães.
    E Viva nós, mães, todos os dias, pelo imenso amor que carregamos no nosso ser.
    Bj,
    Lylia

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  11. Que lindo texto. Não sou mãe, ainda, mas já aprendi um bocado com ele. Feliz Dia das Mães! Atrasado BUT não esquecido. Beijos, Paula

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